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12 de jan. de 2013

Preconceito dos fãs = Uso em campanha

Este é um texto que coloquei no blog de RPG Sarjeta mas tive que deixar salvo aqui por segurança...

Como último post falando sobre preconceito devo falar sobre ele no RPG. Não estou querendo falar que existe isso no nosso meio, apesar de haver, mas sim nos lembrar que aqui ainda tratamos de um blog de um jogo de interpretação de personagens.
"Mas como assim?" você se pergunta e eu lhe respondo: toda vez que um vilão, antagonista ou personagem de jogadores interpretam certos defeitos, ou até mesmo qualidades, ele demonstra certos sentimentos. Podem ser de repulsa ou de apreciação mas eles estão lá. Vamos explorar alguns deles. Com relação ao preconceito.

Preconceito racial: esse normalmente pode ser usado em uma campanha de guerra, especialmente quando usamos ele como pano de fundo na Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes as pessoas colocam a caça ao judeus na Alemanha nazista e o repúdio aos negros como um preconceito religioso, devido ao fato dos primeiros terem sido o povo "culpado" pela morte de Jesus. Mas essa desculpa é extremamente estapafúrdia, lembrando que o próprio Redentor morreu perdoando todos os pecados dos homens. Então como usar o preconceito racial nessa linha do tempo? Podemos usa-lo como um modo de obter dinheiro e apoio (afinal, os judeus eram detentores de grandes posses e capitais, aos quais o governo precisava para financiar os combates) OU simples preconceito sem sentido.
Nesse último caso, podemos utilizar grupos de skinheads em campanhas modernas também, como um cria de fenris (com descendência germânica obvia)  contra um bando de brujahs (punks em sua maioria, um dos alvos dos neo-nazistas nos dias de hoje), ou algo parecido. Quem sabe até mesmo uma simples campanha em uma grande metrópole como São Paulo. Nada impede que uma mente criativa crie cenários, não só de combate, mas em que filosofias antigas se enfrentem no perímetro urbano.
Mas lembre-se que esses grupos são sempre violentos e suas filosofias de combate sobrepujam qualquer tipo pensamento lógico. Não estou falando isso com o olhar de alguém que vê isso nos jornais. Já vi muitas coisas do gênero só passando em São Paulo. Preste mais atenção ao seu redor.

Sim, é um homem!
Preconceito sexual: em muitas culturas antigas, e até mesmo algumas modernas com hábitos muito baseados em seu passado, é normal ver uma sociedade em que a mulher é considerada oprimida. Até mesmo hoje, talvez nem tanto aqui no ocidente mas no oriente médio (e por que não, em países como Japão e China), a mulher é tratada como uma pessoa de categoria inferior. Mesmo os animes e mangás que tanto gosto, não retratam a posição da mulher na sociedade da época. Uma mulher guerreira em uma campanha medieval seria algo estranho para os homens do grupo. Ironicamente, isso também é estranho para um grupo de RPGistas com uma ou duas mulheres em seu núcleo. Isso se torna até engraçado, com os homens do grupo tentando agradar a "novata".
Ah e como não falar do homossexualismo. E você que adorou o filme 300, mas que nunca chegaria perto de um gay ou lésbica: muitos soldados nesse período eram colocados para dormir juntos para reforçar os laços de amizade, o que eventualmente causava mais do que isso. Lembrando que as culturas grega e romana são conhecidas por suas bacanais! Orgias, para os menos acostumados com os termos. Me lembro até que coloquei um personagem  espadachim de nome Jacques, que se vestia como mulher na época das Cruzadas em uma campanha minha. Ele não era homossexual mesmo, mas havia ocorrido um grande trauma na vida dele que o fez querer usar as roupas de sua noiva. Há uma diferença entre ser uma pessoa andrógina e uma pessoa homossexual. Não taxe ninguém sem a conhecer! 
E uma pessoa sendo ou não homossexual, não possui nenhuma doença ou problema mental. Isso é algo que faz parte da personalidade dela, o que a completa.
Vai falar que RPG não é coisa de garota pra ela...
E quando o mal em si não é o inimigo?
Preconceito religioso: muitas vezes o uso da fé gerou conflitos terríveis, como no caso das Cruzadas. A religião é um tema recorrente em campanhas, quase sempre colocando o bem contra o mal. Isso é mais claro se colocarmos divindades muito contrárias em conflito como Tyr e Bane. Mas e quando as fés não são malignas mas certos interesses mundanos interferem nos seus intentos? Por exemplo, um artefato ao qual ambas as fés reclamam como sendo de propriedade da divindade ao qual estão ligados. Me lembrei agora de minha mãe, uma pessoa extremamente aos preceitos religiosos, mas que odeia Testemunhas de Jeová. Não que eles não sejam chatos (desculpem mas eu acho que são XP), mas ela tem a capacidade de ofende-los da pior maneira possível por ser de outra fé, não por um motivo mais concreto! Complicado, não é?
Bem de qualquer maneira quero que fique claro, preconceito é algo ruim na minha opinião. Mas isso é um conceito que criei com muito cuidado. Não algo que aderi sem nem pensar.

Um comentário:

  1. Meu parceiro de publicações, hoje coloquei esse tópico no meu blog para divulgação desse assunto que é pouco tratado mas que li e confirmo em todos os pontos o que foi descrito. Um forte abraço !

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